Matemática e Educação Física
Queridos alunos, essa é uma atividade interdisciplinar, você pode copiar em apenas um caderno (ou de Matemática ou de Educação Física).
Olá queridos alunos espero que estejam bem e que também estejam aproveitando todas as atividades que estamos enviando para vocês.
Continuaremos nosso trabalho de refletirmos sobre a adolescência, mas tratando de um conceito muito importante: o consumismo. Muitas vezes nem percebemos o quanto somos levados a comprarmos porque nosso amigo tem, para ficarmos na moda, para termos uma
roupa de marca etc.
Vocês assistirão um vídeo e responderão a 3 perguntas e depois vão ler um poema e
responder mais 3 perguntinhas.
Segue o vídeo:
1) Quais são as características de uma pessoa consumista?
2) O que entendo da frase: “ Num mundo onde o ter é mais importante que
o ser”. Concordo ou não com ela? Por quê?
3) Será que antes de comprar eu penso se realmente necessito? Por quê?
4) Alguém de sua família ficou endividado por consumir demais? O que
consumiu era essencial para a sobrevivência dele ou da família? Explique
POEMA:
Na poesia Eu, etiqueta, de Carlos Drummond de Andrade - grande poeta
brasileiro, conhecido em grande parte do mundo -, fica bem retratada a questão
do indivíduo presa fácil do consumo.
"Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório
um nome...estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca nessa vida,
em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
que nunca experimentei mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidências,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e faz de mim homem-anúncio-itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce andar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante sentinte e solitário
com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar, ora bizarro."
1) O que entendeu do poema?
2) Como entendo a frase” Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais
pus na boca”? Você observou se isso acontece?
3) Sou uma presa fácil do consumo? Por quê?
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