domingo, 5 de julho de 2020

Semana 10 (06/07) - Matemática e Educação Física

Matemática e Educação Física 


Queridos alunos, essa é uma atividade interdisciplinar, você pode copiar em apenas um caderno (ou de Matemática  ou de Educação Física).

Olá queridos alunos espero que estejam bem e que também estejam aproveitando todas as atividades que estamos enviando para vocês.
Continuaremos nosso trabalho de refletirmos sobre a adolescência, mas tratando de um conceito muito importante: o consumismo. Muitas vezes nem percebemos o quanto somos levados a comprarmos porque nosso amigo tem, para ficarmos na moda, para termos uma 
roupa de marca etc.

Vocês assistirão um vídeo e responderão a 3 perguntas e depois vão ler um poema e 
responder mais 3 perguntinhas.

Segue o vídeo:

1) Quais são as características de uma pessoa consumista?

2) O que entendo da frase: “ Num mundo onde o ter é mais importante que 
o ser”. Concordo ou não com ela? Por quê?

3) Será que antes de comprar eu penso se realmente necessito? Por quê?

4) Alguém de sua família ficou endividado por consumir demais? O que 
consumiu era essencial para a sobrevivência dele ou da família? Explique

POEMA:
Na poesia Eu, etiqueta, de Carlos Drummond de Andrade - grande poeta 
brasileiro, conhecido em grande parte do mundo -, fica bem retratada a questão 
do indivíduo presa fácil do consumo.

"Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório
um nome...estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca nessa vida,
em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
que nunca experimentei mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidências,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e faz de mim homem-anúncio-itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce andar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante sentinte e solitário
com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar, ora bizarro."

1) O que entendeu do poema?

2) Como entendo a frase” Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais 
pus na boca”? Você observou se isso acontece?

3) Sou uma presa fácil do consumo? Por quê?

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